terça-feira, maio 29, 2007

Da Religião e dos Religiosos

A infância é uma fase de descobertas e penso que é isso que o Dia da Criança glorifica. Porém, as descobertas vão-se sucedendo ao longo da vida e, algumas delas, retêm o esplendor daquelas que surgem na infância. Esta música é um desses exemplos:

If There Is a God

And if there is a God
I know he likes to rock
He likes his loud guitars
His spiders from Mars

And if there is a God
I know he's watching me
He likes what he sees,
But there's trouble on the breeze.

Who are you, this time?
Are you one of us,
Flying blind?
'Cause we're down here throwing stones
While you're so far from home

And if there is a God
And if there is a God
He's a spy with bedroom eyes
Who cowers in our skies

Who are you, this time?
Are you one of us
Flying blind?
'Cause we're down here throwing stones
While you're so far from home

And if there is a God
If there is a God...

Smashing Pumpkins
Machina II / The Friends And Enemies Of Modern Music


"A Música é a minha Religião"
Jimi Hendrix



sexta-feira, maio 25, 2007

Coisas de Menino II



Não te sei
Não te tenho

Imagino
Como seria
Acariciar-te sem texturas
Perscrutar o teu olhar indistinto
E nadar num rascunho de cabelos

Vou desenhando um esboço teu
A partir de desejos
Projecto de esperanças
Difusas…

Sei e tenho
Aquilo que te suponho
Mas a ti, não.

Rasgo o papel
Preparado para esperar
Sento-me no passeio
E guardo o teu lugar.

quarta-feira, maio 23, 2007

Coisas de Menino I




Acredito
Que nesse lado do mundo em que estás
Os arco-íris têm mais cores
Mesmo sem sol nem chuva
Apenas um pôr-do-sol eterno
Enquanto sorris



terça-feira, maio 15, 2007

Ilações sobre o 25 de Abril

Um post que veio muito, mas muito, atrasado:

O 25 de Abril é um dia bonito se não chover. Choveu, o que é lamentável. Já não há piqueniques para ninguém. Uma pena. Porém, a ausência de salgadinhos no estômago faz-nos pensar um pouco na Vida e nas pessoas. O que é, hoje, o 25 de Abril e o que foi a Revolução? Qual é o preço da liberdade? Isto é assunto de algibeira para programas como o "Prós e Contras" e aqueles magníficos "talk-shows" matutinos. E os tais que baixaram as orelhas? E os outros (canhotos) que ainda hoje se valem daquilo que (supostamente) fizeram? O pasquim de serviço da Universidade do Minho deu-se ao trabalho de demonstrar a ignorância que grassa nos corredores das instituições do ensino superior inquirindo os alunos sobre a História referente a esta data. Muito se diz, pouco se sabe.

A verdade é que duas forças políticas - barulhentas, mas diminutas - costumam polir armas nesta altura, tentando demonstrar que não andam a dormir. Refiro-me aos nacionalistas e aos autodenominados “antifascistas”, eufemismos usados para denominar alguns membros da extrema-direita e da extrema-esquerda, respectivamente. O que é que se passou, então? O MFA entra em acção, os “mauzões” vão-se embora, o povo rejubila, o povo é quem mais ordena. Porém, muitos foram os que sofreram em silêncio e tiveram de aturar a Liberdade, a pouca-vergonha, a droga, os maricas e a restante escumalha que aí anda. E todos os anos acendem uma vela em memória do “velhote”. Como o mundo inteiro deve ser confuso na cabeça deles. Eles, que sempre foram ensinados a pensar pequenino e direitinho, tinham de usar a própria cabeça. Ser inteiramente responsável pelo próprio destino é perigoso. O Zé Povinho ainda se aleija. Antigamente é que era! Respeitinho é que é bonito...

E os outros, os vermelhinhos? Andam aí de bandeira em punho, sempre para trás e para a frente, à procura desses “fachos” que andam escondidos a planear um tal de “branqueamento”. Anunciam manifestações em cada esquina e dizem que os meios de comunicação estão a ser manipulados pelos meninos das fardas que mantiveram este país na ditadura cerca de meio século. É compreensível que estejam angustiados. Afinal, depois de tanto tempo a lutar contra uma ditadura, na esperança de instalar um “negócio” próprio, vem a Democracia e já não há festa para ninguém. Basta dar um euro e tal pelo Avante e ler o estado de desespero desta gente. Chega a ser palpável.

A política em Portugal descreve uma Curva Normal com um cadáver pendurado em cada ponta, Cunhal no lado Esquerdo, Salazar no Direito. Duas procissões cheias de pessoas saudosas e irritadas. Pessoas crédulas e esperançadas. Vivemos num país de crianças fantasiosas. Alguém quer crescer?

segunda-feira, maio 07, 2007

Adversidades




"Parece que vamos ter alguma sombra durante a batalha..."

Devido a excesso de trabalho e algumas viagens, as postagens não têm aparecido ao ritmo que desejaria. Espero colmatar essa falha nas próximas semanas. Alguns textos de maior envergadura estão em preparação...