às sortes
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Não pode ser bom um sistema de avaliação onde uma decisão importante na
vida de um jovem (se entra ou não em certo curso superior, se entra ou não
em cer...
Há 3 dias
Internet - O Mar Sem Fim do Século XXI
Textos diversos como as marés.
-O quê? - exclamou Jakub, desta vez deveras surpreendido. -Família? Não queres dizer que casaste?
-Casei, sim - disse Skreta.
-Com Suzy?
Suzy era uma médica das termas, amiga de Skreta havia anos, mas até aqui ele conseguira sempre, no último instante, fugir ao casamento.
-Sim, com Suzy - disse Skreta. - Bem sabes que eu costumava subir todos os domingos com ela ao miradouro.
-Então, sempre te casaste - disse Jakub num tom melancólico.
-Sempre que subíamos ao miradouro - continuava Skreta - Suzy tentava convencer-me de que devíamos casar. E eu ficava tão esgotado com a subida que me sentia velho e tinha a impressão de que, de facto, só me restava casar. Mas acabava por me dominar e, quando descíamos do miradouro, redescobria todo o meu vigor e já não tinha vontade de casar. Mas um dia Suzy meteu por um desvio e a subida durou tanto tempo que eu consenti no casamento antes de chegarmos lá acima. E agora estamos à espera de um filho, e eu tenho que pensar um bocadinho mais no problema do dinheiro. Este americano também pinta imagens piedosas. Seria possível fazer-se uma quantidade de dinheiro com isso. Que achas?
-Achas que há mercado para imagens piedosas?
-Um mercado fantástico! Meu velho, bastava instalar um stand ao lado da igreja nos dias de peregrinação e, se vendêssemos cada peça por cem coroas, seria uma fortuna! Eu podia encarregar-me de as vender e depois dividíamos os lucros a meias.
-E ele estaria de acordo?
-O tipo tem tanto dinheiro que não sabe o que há-de fazer com ele, e o mais certo é eu nunca conseguir convencê-lo a meter-se em negócios comigo... - disse Skreta, com uma praga.