Rapazinho a discutir com o avô num diálogo de infinita paciência. Falavam sobre horários e umas certas lições das quais não consegui aferir o género. Um atraso, aliado ao esquecimento de informar acerca da falta de comparência, terá gerado a discussão. Solenes, falavam à vez:
-Mas tente compreender avô... não seja assim...
-Deviam ter avisado! Isto não se faz!
-Vá, não seja assim... Tente ver o lado deles...
Sempre tratei os meus avós por "Tu", mas nunca nenhum me tratou desta forma. Levantaram-se, esperaram um pelo outro e depois partiram juntos.
O senhor e o seu neto, que não era eu... nem nunca serei.
Alfredo Novais
Cidades: direito a construir e liberdade de mudar
-
A transcrição completa do meu texto de hoje na coluna da Oficina da
Liberdade no Observador: Cidades: direito a construir e liberdade de mudar
Devem os pod...
Há 1 semana
Sem comentários:
Enviar um comentário