domingo, setembro 27, 2009

Pergunta pertinente II

Que imposto vai subir e quanto?

Pergunta pertinente I

Será que as múmias retiradas dos sarcófagos do PSD, para as listas de deputados, vão ficar satisfeitas, sentadas na Assembleia, a assistir ao novo reinado de Sócrates? Ou vão meter o rabinho entre as pernas e entrar, novamente, em modo "conspirar nas sombras"?

sábado, setembro 26, 2009

Parceiro Comercial

José Sócrates declarou, no início do seu mandato, que a prioridade para Portugal era "Espanha, Espanha, Espanha". Aparentemente, Espanha está no charco. O que nos espera, a seguir? Venezuela, Venezuela, Venezuela?


sexta-feira, setembro 25, 2009

Legislativas

Ainda não faço ideia do partido para o qual vai o meu voto no Domingo. Há aí algum Preto que mo queira comprar?

quinta-feira, setembro 24, 2009

Ajuda precisa-se

Anda aí algum criacionista de serviço que me explique porque raio Deus Nosso Senhor me deu dentes do sizo?

terça-feira, setembro 22, 2009

Procura-se carrasco

Depois do caso das escutas "poluir" o último reduto de dignidade do regime, Belém, o actual panorama político está à espera que alguém pegue numa espingarda e o abata, para acabar com o sofrimento. Já não faltará muito para aparecer alguém que suspenda a Democracia por 6 meses com possibilidade de renovação por 40 anos.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Só para dizer...


...que fiquei bastante impressionado com a entrevista que Manuela Ferreira Leite deu a Ricardo Araújo Pereira no Esmiuçar Portugal. O formato é interessante e seria engraçado repetir nas autárquicas, com algumas personagens muito caricatas deste nosso Portugal.

terça-feira, setembro 08, 2009

Velhos do Restelo

Crónica de João Miguel Tavares, na Notícias Magazine de 2 de Agosto:

Já pedi à minha querida esposa: «No dia em que eu começar a lançar suspiros para o ar e a dizer que no meu tempo é que era bom, vai à gaveta da cozinha e agride-me com o martelo dos bifes.» «No meu tempo é que era bom», «a juventude está perdida», «hoje em dia já não há respeito» e outras expressões parolamente melancólicas como estas são uma das coisas mais irritantes - e mais mentirosas, já agora - que existem no mundo. Soam-me sempre a conversa de velhinho gagá, com pantufas de lã nos pés e fotos amarelecidas a desfazerem-se entre os dedos. Ou então a discurso de taxista maldisposto, daqueles que defendem a necessidade de «um novo Salazar» para pôr o país «na ordem».

Nestas coisas dos costumes faz sempre falta alguma perspectiva histórica. Sabem o que escreveu Platão no século IV antes de Cristo? «O que está a acontecer aos nossos jovens? Eles desrespeitam os mais velhos, eles desobedecem aos pais, eles ignoram as leis. A sua moral está em queda. O que vai ser deles?» E o poeta grego Hesíodo, no século VIII antes de Cristo? «Não vejo qualquer esperança no futuro do nosso povo se ele estiver dependente da juventude frívola destes dias.» E que tal esta inscrição num túmulo egípcio com seis mil anos: «Vivemos tempos de decadência. Os nossos jovens já não respeitam os pais. São rudes e impacientes.» Os exemplos poderiam continuar, milénio após milénio, século após século, até aos nossos dias.

Todas as gerações acham, em suma, que a geração que lhes sucede é uma ameaça à civilização e ao pouco civismo que resta no mundo. É um milagre que as décadas passem e o Apocalipse não chegue. Ainda por cima, tenho o privilégio de pertencer à geração que Vicente Jorge Silva, num editorial que ficou para a história, apelidou de "rasca", após alguns meninos terem decidido exibir as nalguinhas numa manifestação. Eu deveria ser, portanto, a ralé da ralé. Mas serei? E, segundo esta teoria da decadência da civilização por via genética, serão os meus filhos piores que eu?

Caro leitor: não vá nessa conversa. Resista a todos os suspiros saudosistas, de um passado ordeiro e bem comportado que, na verdade, nunca existiu. Ou, se existiu, foi sempre pelas piores razões. Não estou a defender que não haja por aí excesso de laxismo, doses cavalares de mimo e alguns défices educacionais que superam em muito os três por cento admitidos pela Comunidade Europeia. Mas desenhar um grande quadro dramático, fingir que vivemos rodeados de uma tragédia grega em matéria de bons modos, é, pura e simplesmente, uma treta.

Somos cuidadosos com os nossos filhos. Damos-lhes oportunidades que nos estiveram vedadas. Acreditamos que eles podem vir a ser melhore do que alguma vez fomos e fazemos tudo para que o tempo deles seja melhor do que o nosso alguma vez foi. Da próxima vez que ouvir alguém elogiar «antigamente», encolha os ombros e mande-o para Platão. Por uma vez, sejamos optimistas: não há razão para o amanhã não ser melhor que o ontem. E tem sido melhor, de há seis mil anos para cá.
Subscrevo, por completo, o conteúdo desta crónica. E acrescento que, se as gerações passadas estão insatisfeitas com a sua prole, só têm a si próprios para culpar: foram eles que a criaram.

segunda-feira, setembro 07, 2009

And now for something completely different

Já alguém se lembrou de ir para o meio da rua, com um quadro de desenho portátil, ensinar seja o que for aos transeuntes, em vez de cuspir fogo ou tocar guitarra? Será que alguém ainda paga por aprender, hoje em dia? A aprendizagem ainda é tida como assunto de interesse?

sábado, agosto 29, 2009

Lei das "Uniões Sexuais Fortuitas"

Apesar do susto inicial, esta lei partiu de um artigo de opinião satírico sobre as uniões de facto.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Absolutamente Surpreendente

Pela primeira vez em anos (décadas?) li algo com nexo escrito por Mário Soares. Transcrevo:

A entrevista que a dra. Manuela Ferreira Leite concedeu à RTP1, que vi e ouvi com a maior atenção, constituiu, para mim, uma profunda decepção. Não esperava muito, confesso, dadas as intervenções que tem feito, desde que é líder do PSD. Mas foi pior do que supunha. De uma banalidade que, algumas vezes, roçou o patético.
Só falou dela própria. É uma pessoa séria, decidida, que tem o culto da verdade, que só faz o que deve e não abre concessões para ninguém, sejam amigos ou não. Já o sabíamos. Mas tudo isto é o pressuposto para qualquer político, que tenha princípios éticos e não seja um oportunista. Não precisava, portanto, de o dizer, muito menos tê-lo dito à saciedade. Seria mais subtil - e ficar-lhe-ia com certeza melhor - se mandasse dizer a outrem todos os auto-elogios com que entendeu dever mimosear-se...


Este texto diz muito sobre o estado da política. Quando o maior trunfo empunhado por um político, como é o caso, é ser sério ou honesto, atingimos o zero absoluto. Tal como diz Mário Soares, estas qualidades deviam ser características omnipresentes na classe política, e não aparecer em casos de excepção. Ironicamente, estas são qualidades de que o Dr. Mário Soares carece. Mas a Vida é cheia destas graças.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Nunca Acaba

Desta vez, a minha previsão não tardou a confirmar-se. Vamos a meio de Agosto e já houve troca de insultos entre os senhores do Jamais e do Simplex, levando ao afastamento de João Gonçalves, autor do Portugal dos Pequeninos, do blogue afecto ao PSD. Até agora, os "espaços de debate e reflexão" que o Rui Afonso tinha preconizado deram origem, apenas, a insultos e a ataques pessoais. Dificilmente se vê alguma proposta inovadora a ser apresentada ou, sequer, discutida. Ver senhores como estes, bem formados e bem pensantes, a alimentar quezílias do tipo "o meu pirilau é maior que o teu e, como se não bastasse, até faço xixi mais longe" é, de facto deplorável. O pior é que a liga júnior, dos quais estes meus caros amigos fazem parte, por vezes, parecem enveredar pelo mesmo caminho. Espero, francamente, que isso não aconteça.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Public Enemies



Vou ser frontal: este filme é fraco. Apesar da excelente prestação dos actores, o guionista terá feito um mau trabalho. Péssimo, se imaginarmos o potencial que esta história poderia ter.

O principal problema do enredo passa pela pouca atenção dada às personagens, sendo este fenómeno mais evidente nos protagonistas da história. Muito mais poderia ser mostrado da história das personagens, numa tentativa de criar empatia entre elas e os espectadores. Dei por mim, aproximadamente a meio do filme, a não ligar patavina ao que acontecia às personagens, esperando, em vão, que se sucedesse algo de cativante

Michael Mann não desilude nas cenas de acção, pecando, apenas, quando utiliza o seu estilo tão característico de filmagem em situações mais calmas, onde o balouçar da câmara induz a pouco mais que a dor de cabeça. O efeito é, contudo, estranho. Certas imagens "outdoors" pareciam saídas de uma qualquer telenovela brasileira, algures no meio da Amazónia.

Resumidamente, o filme não passa de meia dúzia de assaltos a bancos e de ocorrências na vida de John Dillinger, Billie Frechette e Melvin Purvis, vagas e desconexas. Apesar da componente histórica, relacionada com a fundação do FBI, estar mais ou menos bem conseguida, é insuficiente para agarrar a atenção.Apenas o final da narrativa poderá despertar algum interesse pela forma como é apresentado, mas, como já foi dito por outro crítico, já chega tarde demais.

O filme mais aborrecido que vi nos últimos anos, apenas ultrapassado pela nulidade que foi o último filme dos Ficheiros Secretos. Recomendado a quem sofre de insónias.


quarta-feira, agosto 05, 2009

Ordem e Progresso

Neste país, misturar música labrega com futeboleirosmau resultado. Goste-se ou não se goste da opinião de João Bonifácio, a liberdade de expressão existe por algum motivo. Infelizmente, o jornal Público bateu no fundo ao defender os fãs insultuosos. É por estas e por outras, que vou deixar de comprar o raio do jornal.

segunda-feira, julho 27, 2009

Inanidades

Discuti, aqui, com o Rui Afonso, a (im)pertinência destes três blogues: Simplex (PS), Jamais (PSD), Rua Direita (CDS).

A minha visão pessimista resulta de vários sintomas que já se evidenciam. O Simplex foi uma das bandeiras do governo PS, resultando em algumas boas ideias e umas outras tantas que não passaram de declarações de intenções. Eu aconselharia um nome mais neutro para um blog deste género. Este tipo de rótulo dá logo um ar de seguidismo partidário acrítico, que vai acabar por ser, na minha opinião, o tipo de contribuição deste blogue.

O Jamais, do título ao template, é uma anedota. É um blogue típico da oposição. O que me preocupa é que costumava associar este estilo ao BE, recheado de folclore circence, que é como quem diz "palhaçada". O Jamais é o espelho do PSD enquanto oposição: muito riso, pouco sizo. O blogue volta-se mais para a caricaturização do governo, em vez de apresentar propostas. A política portuguesa atingiu o patamar mental de uma pré-primária.

O Rua Direita, francamente, ainda não percebi bem o que é. Ao contrário dos outros dois, ainda só lá tem um único post, publicado ontem à noite. É claro que o excesso de conteúdos pode ser algo prejudicial à discussão, como referi aqui, mas convém não perder o comboio. De qualquer das formas, o debate é a menor preocupação de todos estes senhores.

A nível técnico só posso demonstrar repúdio, pois o alojador de blogs do Sapo é das piores coisinhas que por aí anda.

Debater implica admitir erros próprios, rever, melhorar e descartar conceitos, dar espaço de opinião aos opositores, ser aberto a novas ideias. Nada disto irá acontecer. No máximo, vão apenas apontar algum erro, mero detalhe, na campanha dos candidatos que apoiam, para darem uma ideia de isenção, estilo "uma no cravo, outra na ferradura".

Sinceramente, parece-me tudo um exercício de masturbação intelectual, tão cara às nossas elites de políticos e treinadores de bancada. Se cada um contribuísse no seu blogue próprio, o resultado seria mais satisfatório. Mas posso estar enganado. Até Setembro ainda vai correr muita água debaixo da ponte. Vamos lá ver quem se afoga primeiro.

Criatividade Burocrática

Recebi um email a divulgar um curso para formar profissionais nesta área. Ainda dizem que os portugueses têm pouca imaginação para os negócios?

terça-feira, julho 21, 2009

Portugal e Espanha

Miguel Ángel Belloso, sobre a crise ibérica:

Tenho um amigo empresário que está convencido de que nenhum governo ocidental que tenha estado no poder no final do ano passado sobreviverá à crise. Quer isto dizer que perderá as eleições, e não me refiro às europeias, que são um desafio menor. Isto seria tão válido para Zapatero como para Sócrates, mas eu permito-me refutar a tese. Em Espanha já tivemos uma taxa de desemprego, há dez anos, de 20% (que agora estamos quase a igualar) e Felipe González conseguiu ganhar as eleições. Como? Espalhando dinheiro pelo país e semeando o medo da direita. Uma estratégia que já demonstrou a sua eficácia, sobretudo em tempos de crise. É também nisso que aposta Zapatero, e talvez também Sócrates. Trata-se de convencer as pessoas de que, primeiro, a culpa da crise é da avareza descontrolada dos ricos. Em segundo lugar, o objectivo é convencer o votante de que o sistema capitalista não é muito melhor do que o comunismo corrupto e empobrecedor que provocou a queda do muro de Berlim. Isto é o que escreve muitas vezes o ex-presidente Mário Soares nuns artigos que a mim, com todo o respeito, me parecem patéticos. Porquê? Porque não há provas. Não há evidências que consigam alimentar a altivez da esquerda. Podem repetir até à exaustão - e nesta coisa do marketing até são espertos - que a culpa do que nos está a acontecer é da direita, mas, no entanto, têm muito pouco para oferecer. Onde a esquerda governou, seja na Cortina de Ferro, seja no Ocidente, por exemplo, em Portugal ou em Espanha, foi incapaz de gerar riqueza. Não pode dar lições a ninguém. Não está preparada para sair do armário.
Texto completo no i Online.


sábado, julho 18, 2009

Novidades Fora de Prazo

Ricardo Arroja, no Portugal Contemporâneo, sobre o ensino em Portugal:

Um estudo da União Europeia acaba de divulgar os dados relativos à remuneração dos professores portugueses. Assim, escreve hoje o Diário da Madeira que "se o salário bruto de um professor português no início da sua carreira é de 97,3% do PIB per capita, essa percentagem aumenta para 282,5% no final dos seus anos de trabalho, de longe o valor mais elevado dos países analisados". O estudo é da autoria da Comissão Europeia e resulta da comparação de 31 sistemas europeus de ensino (os 27 mais a Islândia, o Lichtenstein, Noruega e Turquia).
É bastante provável que os professores estejam a receber demais. Mas o pessoal só se insurge contra os altos salários dos gestores. Esses porcos capitalistas...


sexta-feira, julho 17, 2009

Quem os viu e quem os vê

Pedro Abrunhosa, na RTP Memória, a dizer que não se compromete nem com o poder comercial nem com o poder político. Não faz campanhas publicitárias nem partidárias. Ah! Bons velhos tempos...

A Província

Tiago, tens aqui a resposta à tua pergunta.