segunda-feira, maio 04, 2009

Época de Caça

O economista Medina Carreira deu uma entrevista ao Correio da Manhã que é cada tiro cada melro. Tem algumas saídas muito boas, como esta que transcrevo:

LC – Mas, apesar de tudo, a solução continua a estar dentro dos partidos? Passa pela reforma dos partidos?

- Eu defendo isso. Tem de se abrir os partidos. Porque hoje não atraem nenhuma pessoa inteligente, livre, que tenha futuro na vida. Não se mete num partido. Só se metem lá uns manhosos, porque aquilo é uma carreira. Entram lá pequeninos, depois estão lá mais uns tempos, depois são assessores, depois são guarda portões e depois são ministros.



quarta-feira, abril 22, 2009

Legislação da boa

Diz o povo, e muito bem, que a pressa é inimiga da perfeição. Como é óbvio, dá barretadas destas:



Acho que podemos juntar incompetência legislativa à extensa lista destes senhores. A proposta de lei, sobre o levantamento do sigilo bancário, tem menos de um mês e já precisa de ser revista. O PS precisa de um parceiro à Esquerda. Alguém se oferece?


terça-feira, abril 14, 2009

Boa ideia, má execução

O Público lançou, em Março, um blogue sobre as eleições que irão ocorrer este ano. A iniciativa é de louvar, porém, penso que peca um pouco por excesso. São mais de 30 autores a mandar postas de pescada. Além das assimetrias (o mais activo fez 30 posts, os menos activos têm um), a quantidade incrível de informação produzida dificulta a leitura e cansa o leitor. Só para terem uma ideia, estamos a 14 de Abril e o número de posts, para este mês, já vai em 232. Esqueçam o debate. O sinal mais claro de que a participação dos leitores está a ser desincentivada são, exactamente, os parcos comentários que o blogue tem.

O prestígio dos autores deve atrair uma massa considerável de leitores. Também ajuda o facto de, muitos deles, divulgarem o espaço através de blogues bastante frequentados.
Infelizmente, não há nenhuma forma clara de aferir o número de visitas, para perceber se este projecto está a ter sucesso. Espero que não caiam no erro de transformar aquilo numa sala cheia de papelada que ninguém tem paciência para ler. A ver vamos, já dizia o ceguinho.

sábado, abril 11, 2009

União Europeia e Democracia I

Durante uma conversa com este sujeito (que anda a apanhar os tiques do Rocha em estar sempre a mudar os templates...), tive a ideia de lançar uma discussão acerca da União Europeia e se esta é, ou não, uma instituição democrática. Dou de barato a minha opinião: não é. Mas desengane-se quem pensa que esta é uma opinião moralista. Não me importo que a UE não seja uma instituição democrática. Apenas me incomoda o falso rótulo.

Antes de começar a descrever as várias razões com que formei o meu juízo, queria deixar um excerto de um texto do Gabriel Alves, do Blasfémias, sobre o assunto:
Por outro lado, aos deputados cabe apenas concordar ou não com tal escolha. Em caso negativo terão de aguardar por outro candidato escolhido pelo Conselho Europeu. Portanto, recomenda-se que alguns candidatos estudem e aprendam como funciona a UE e não se ponham a sonhar com coisas inexistentes, como seja a de manifestarem desejos de apresentarem o «seu» candidato. Fica um bocado mal tal insistir em tal disparate.»

Próximo post: os órgãos de soberania da UE.

terça-feira, abril 07, 2009

O Grande Chefão

Os bons velhos tempos do nosso querido ex-presidente da República Mário Soares: um currículo invejável!

PS: A ligação leva ao download de um documento em word. Uma aventura apenas equiparável às travessuras de Alice no País das Maravilhas.


Para não variar

Sobre as eleições para o Parlamento Europeu:
«No entanto, o partido respeita opiniões diferentes entre os candidatos ao Parlamento Europeu e vai impor a liberdade de voto, disse à TSF o porta-voz do partido.»

Via TSF.

quinta-feira, abril 02, 2009

Upgrade no Blasfémias

O blogue Blasfémias "contratou" Paulo Morais, ex-vice-presidente e vereador para o Urbanismo na Câmara Municipal do Porto, para o seu plantel. Excelente aquisição. Já referenciei as suas crónicas, no JN, umas 2 ou 3 vezes. Altamente recomendado.

quarta-feira, março 25, 2009

Leituras

"O Outro" de Rui Albuquerque, via O Insurgente.

"Socialismo" de Rui Albuquerque, via O Insurgente.



PS: Nélson, as duas primeiras falam um pouco sobre as questões de princípios que referi num comentário. Dá uma olhada, se fazes favor.

Ainda há esperança

Com os Gato Fedorento de férias, o fim do Programa do Aleixo, e o Inimigo Público reduzido a meia dúzia de páginas à quinta-feira, comecei a recear pela degradação do humor nacional. Mas não temam! O Bloco está a produzir material de altíssima qualidade humorística. Os empresários, esses diabinhos de fato e gravata, andam sempre a querer tramar o pessoal. Este, sobre o Américo Amorim (um tipo que é conhecido por praticamente nunca despedido, em massa, nas suas empresas), está bastante rebuscado. É claro que, com "rebuscado", quero dizer "mentiroso". A história do monopólio é treta. O mercado da cortiça, em Portugal, é constituída, maioritariamente, por pequenas empresas. Mas isso não interessa para nada ao BE. Nem que 200 trabalhadores seja uma ninharia, comparativamente ao universo de trabalhadores da empresa. 200 deve ser o número de trabalhadores que contratam por trimestre. Mas contratações não dão notícias nem votos. Só os despedimentos. Haja pachorra.

segunda-feira, março 16, 2009

Esta doeu

"Portugal tem sido ultrapassado por muitos países de Leste cuja juventude leu Mises e Hayek, em vez de Marx, Lenine e Mao."

Esta frase deve estar a queimar muitas orelhas por aí. Ainda assim, antigamente, liam as obras. Hoje é mais ideologia versão t-shirt do Che Guevara.

sexta-feira, março 13, 2009

Temos birra

Aparentemente, nos países de cultura católica (não sei o que se passa nos outros, visto que nunca morei num país de cultura protestante, ao contrário de outros senhores), a sabedoria dos anciãos é inquestionável, principalmente se a Verdade que a que têm acesso é de origem divina. Vou buscar uma citação que tenho num post antigo: «Nem Hegel ou Nietzsche são porventura autoridades cujas posições ou opiniões possam ser consideradas matéria de facto. Ou mesmo Santo Agostinho. Uma coisa péssima da Igreja, e essa sim ainda tem alguns vestígios inconvenientes na academia portuguesa e nessa medida influencia a nossa cultura, é esse provincianismo patético de considerar que uma ideia vale mais consoante quem a profere e não pelos seus méritos. Isso é patético.»
Ainda assim, o post da birra está bastante bom e recomenda-se. Fez-se luz para aqueles lados.

quinta-feira, março 12, 2009

A crise de meia-idade chega a todos

Tenho acompanhado, desde há algum tempo, o blogue Portugal Contemporâneo, principalmente os posts sobre Economia do Pedro Arroja. Ora, é aqui que a porca torce o rabo. O Pedro Arroja quando começa a divagar, sobre Cultura e Sociologia, entra no ramo da Comédia. A princípio pensei que estivesse no gozo. Não está e isso é que é grave. Desde estes posts sobre violência em cultura protestante versus cultura católica até às críticas a Hume, passando por alguns pareceres curiosos sobre o julgamento das mulheres, é caso para dizer que algo não vai bem naquela cabeça. Nota-se que há um esforço para conseguir provar algo, chegar a alguma finalidade. Não consigo é perceber o quê. Pode-se apelidar isto de Síndrome João César das Neves: muito lúcido nuns assuntos, completamente absurdo noutros.

quarta-feira, março 11, 2009

Crise do Crédito

Está aqui uma explicação bastante bem dada sobre a crise do crédito imobiliário. Podiam ter referido que antes disto houve a subida das matérias-primas e o choque petrolífero a animar as hostes, mas assim está suficientemente bom. Muitas aulas deixariam de ser aborrecidas se os professores se dessem ao trabalho de fazer apresentações destas. Vale a pena ver.



The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.

segunda-feira, março 09, 2009

Antigamente é que era

Juntar dois dos melhores artistas que já passaram pelo terceiro calhau a contar do Sol só podia dar nisto:






Genial.

terça-feira, março 03, 2009

Carnaval



Quem disse que não se deve voltar a um sítio onde já fomos felizes, não conhece, definitivamente, a Nazaré.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Nada mau

Fez, anteontem, dois anos que instalei o contador de visitas. 11600 pageviews e 7019 uniques, neste período de tempo, não está nada mal, para um blogue quase pessoal. Auto-palmada nas costas.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Advertência: casar com o Senhor pode causar lesões cerebrais

Ou «porque é que ir à missa é perda de tempo»:

O evolucionismo ideológico apresenta os dados científicos para tirar conclusões ideológicas em série que não tem ligação científica com esses dados nem com as intenções de Darwin. Como são, tudo é obra do acaso, logo, não há Deus, nem Ele criou nada; logo, tudo sucede sem sentido “recebido”; logo, o marxismo-leninismo ateu está justificado; logo, a vida do homem não tem sentido nenhum; logo as leis da natureza não têm inteligibilidade nem sentido nenhum por tudo ser jogo de probabilidades e acaso. Logo, não tem sentido falar de responsabilidade, ideais ou objectivos humanos. Apetece dizer se na natureza tudo fosse tecido sem cabeça e sem intelecto, se tudo proviesse de probabilidades ao acaso, estúpidos seriam os que as pretendem estudar e delas tirar conclusões científicas com lógica e com propósito.

Ora 11 de Fevereiro de 1858 é precisamente o dia em que Nossa Senhora, a Imaculada Conceição, apareceu em Lurdes a primeira vez e o dia 16 de Julho de 1858, festa de Nossa Senhora do Carmo, a última, para declarar à Bernardette : eu sou a Imaculada Conceição.

Se repararmos, a primeira aparição coincide com a carta de Wallace escrita em Fevereiro de 1858 da Indonésia, ou Malásia, segundo outros; e a última aparição coincide com o mês de Julho em que ambos autores apresentaram as suas teorias em Londres.

Por isso Londres e Lurdes, poder-se-á pensar, ficaram dois centros a divulgar sentidos para a Humanidade desde 1858: um científico que se “conspurcou” de ideologias, e outro de sentido de fé cristã!

A transição entre o texto a azul, em que o autor fala em coisas sem sentido, lógica e propósito, e o a laranja, em que refere, sem motivo aparente, uma tipa, de nome cómico, que sofre de distúrbios mentais, mostram o quão irracional toda a Existência chega a ser. Impagável.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Pensamento Enviesado

Alguns dos artigos mais "sérios" da Wikipédia portuguesa chegam a roçar o ridículo. Enquanto andava à procura de informação sobre correntes políticas, deparei-me com isto. Tanto a página do liberalismo clássico como a do neoliberalismo foram, descaradamente, escritas por marxistas ferrenhos, preferindo denegrir em vez de expor os detalhes de cada ideologia (aquilo que me interessava saber). Basta comparar a pobreza destes artigos com estes dois. Felizmente, os colegas da versão inglesa têm muito mais cuidado a redigir artigos do que os lusos. Dá mais algum trabalho, mas vale a pena.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Recomendado V

Amanhã, São Mamede, Nouvelle Vague. Estou lá.




Too Drunk to Fuck, música original dos Dead Kennedys:

Went to a party
I danced all night
I drank 16 beers
And I started up a fight

But now I am jaded
You're out of luck
I'm rolling down the stairs
Too drunk to fuck

Too drunk to fuck
Too drunk to fuck
Too drunk, to fuck
I'm too drunk, too drunk, too drunk
To fuck

I like your stories
I love your gun
Shooting out truck tires
Sounds like loads and loads of fun

But in my room
Wish you were dead
You ball like the baby
In Eraserhead

Too drunk to fuck
Too drunk to fuck
Too drunk, to fuck