segunda-feira, janeiro 18, 2010

Cultura Portuguesa e a Internet I

A sede europeia do Facebook é em Dublin. Os políticos portugueses ainda não perceberam que com impostos altos, burocracia enervante e Justiça a brincar, nunca iremos atrair empresas deste género.

domingo, janeiro 10, 2010

"Já fostes. Ardestes."

Notícia do Público:

Geração perdida. A expressão, amarga, integral, acaba de ser usada no Reino Unido para encaixar quem tem agora entre 16 e 25 anos. Em Portugal há indicadores.


Socialismo destrói uma geração

Falta de flexibilidade laboral, salário mínimo, educação pública rasca, dependência do Estado, penalização da iniciativa privada, impostos elevados, etc.
O Estado social europeu destruiu uma geração.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Notícias de Última Hora

Acabou de passar uma tempestade tropical pela Nazaré, com trovoada e chuva de gelo à mistura. Durou 5 minutos. Estamos convencidos que o mundo acabou e só sobramos nós. Também há quem tenha lançado a hipótese fazermos parte da nova temporada de Lost. Agradecem-se esclarecimentos. Obrigado.

O Melhor de 2009 - Parte 3

Vai ser o melhor o pior consultor Armando Vara sem funções específicas tacho de sempre, BCP pessoal!

quarta-feira, dezembro 30, 2009

O Melhor de 2009 - Parte 2

Vai ser brutal o melhor você foi eleito para palhaço comissão parlamentar parlamento da legislatura passada de sempre, paspalhos pessoal!

O Melhor de 2009 - Parte 1

Vai ser o melhor, o pior o melhor réveillon orçamento rectificativo de sempre, pessoal!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Boas Festas

Dizem que no Natal devemos estar com as pessoas que são importantes para nós. Parece-me uma ideia parva. Devemos estar sempre com essas pessoas. Julgo que é a decisão mais sensata.

Na Pastelaria

Fulano entra numa pastelaria. Dirigindo-se ao balcão, entabula conversa com o funcionário:

-Boa tarde. Têm croissants?

-Hum… Sim, temos uns coisos.

-Ah? Têm croissants ou não?

-Temos assim uns bolos.

-Mas são croissants?

-São assim mais ou menos… Sim, temos croissants.

-Então quero um misto e uma meia de leite.

-Meia de leite… Certo. Pode pagar já? Funcionamos com pré-pagamento.

-Não há problema.

-Levo já à mesa.

O funcionário chega, passados 10 minutos, com um bolo disforme e um café.

-Desculpe mas não foi isto que pedi.

-Não pediu um croissant?

-Sim, mas isto parece um bolo mal parido.

-Mas é um croissant.

-E o café?

-Repare que uma meia de leite leva café. Tomei a liberdade de trazer só metade, visto que o leite está em falta.

-Que caraças. E este bolo tem manteiga? Eu pedi com queijo e fiambre e traz-me… margarina?!

-Eram umas sobras que tinha ali do estrugido que fiz ao almoço.

-Mas o senhor está doido? Eu quero o meu dinheiro de volta!

-Não posso devolver.

-Mas então porquê?

-Porque você não tem fome. Você quer é um curso.

-Perdão?

-Isto é uma alegoria. Você está numa instituição de ensino superior, não numa pastelaria. O seu bolo mal amanhado representa aquelas cadeiras que você não precisa para nada. Contudo, são muito úteis para os professores que andam cá a dar água sem caneco e precisam de ter o horário completo. O seu café-projecto-de-meia-de-leite foi o curso que levou uma machadada devido a Bolonha. Vai para casa só meio doutor ou lá o que é. Escusado será dizer que o pré-pagamento é o seu dinheiro e dos contribuintes que entra nos nossos bolsos só porque anda cá.

-Mas isto é indecente!

-Ei! Cuidado com a língua! Acha que tirar um curso universitário é como ir à pastelaria comer um bolo?

-Claro que não. Na pastelaria dão-me o que peço.

Fulano fulo sai da pastelaria e bate com a porta.

Cai o pano.


Crónica publicada no ComUM Online.

terça-feira, dezembro 01, 2009

Da Justiça


"Há duas coisas a que temos de nos habituar, sob pena de acharmos a vida insuportável: são as injúrias do tempo e as injustiças dos homens."

Sébastien-Roch Nicolas de Chamfort


Falta o quê?

Entrevista a António Barreto, no jornal i:

Qual a falta mais gritante?

Parece-me óbvio que há uma falta de empresários, de capitalistas. Será um problema ancestral? Vem da nossa maneira passada de viver e de gastar? Dos desperdícios? Do facto de os ricos portugueses terem vivido à sombra do Estado durante 200, 300 ou 400 anos? De o Estado ter ocupado tudo desde os Descobrimentos? Não quero ir por aí, mas o resultado é este. Há poucos empresários, poucos capitalistas com capitais, as elites são fracas e têm uma noção medíocre do serviço público. É raríssimo encontrar ricos, poderosos, famílias antigas, com um sentimento forte do contributo que podem dar à sociedade.

Recomendo a leitura integral da entrevista.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Jeff Buckley: Last Goodbye




This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die.
But it's over
Just hear this and then I'll go:
You gave me more to live for,
More than you'll ever know.

Well, this is our last embrace,
Must I dream and always see your face?
Why can't we overcome this wall?
Baby, maybe it's just because I didn't know you at all.

Kiss me, please kiss me,
But kiss me out of desire, babe, and not consolation.
Oh, you know it makes me so angry 'cause I know that in time
I'll only make you cry, this is our last goodbye.

Did you say, "No, this can't happen to me"?
And did you rush to the phone to call?
Was there a voice unkind in the back of your mind saying,
"Maybe, you didn't know him at all,
you didn't know him at all,
oh, you didn't know"?

Well, the bells out in the church tower chime,
Burning clues into this heart of mine.
Thinking so hard on her soft eyes, and the memories
Offer signs that it's over, it's over...

domingo, novembro 22, 2009

Natureza Humana


"...Somos todos compreensivos, tolerantes, especiais, diferentes. A verdade é que acabamos por ser uns filhos da puta uns com os outros. Tudo isto por causa do animal que há dentro de nós. No fundo, pouco mais somos que bicharada. Chamam a isso a Natureza Humana. Não é sítio que recomende a amigos..."

Da Expectativa

O programa Ídolos já esteve mais na ribalta do que nos tempos que correm, no entanto, ainda possui a sua quota-parte de atenção mediática. Milhares de pessoas correram para as filas dos locais de acolhimento, desejosas de impressionarem o júri do pré-casting (sim, existe uma selecção prévia), de forma a poderem aparecer na televisão.

Depois faz-se a captação de talentos. Uns têm, outros nem tanto. Ainda há o grupo dos que foram aldrabados pela mãezinha, falta-lhes bom senso, sofrem de distúrbios mentais, todos os anteriores mais tempo de sobra nas mãos.

Por muito interessante que o programa seja, por mais que os finalistas se exponham às luzes da ribalta, um dos factores continua a ser descurado. Que espaço existirá para esta gente no mercado musical português?

Na verdade, o exercício é simples. O leitor tente lembrar-se de um vencedor que tenha tido sucesso como artista a solo. Caso não tenha acompanhado as temporadas anteriores, há um nome que não passa despercebido, pertencendo à concorrente a que mais se assemelhou a um ídolo: Luciana Abreu. Sim, ela não foi vencedora do concurso e, apesar dos seus 1001 clubes de fãs, a sua carreira como cantora a solo é uma miragem, pouco mais sendo que uma sombra da personagem que representou. Cruza-se com o mediatismo, quase exclusivamente, em capas de revistas sociais, devido a boatos sobre a sua vida privada. Apesar de tudo, foi uma das cantoras que mais vendeu em Portugal, como indica a sua página da Wikipédia, com ares de ter sido escrita pelo seu agente.

Por muito exigentes que sejam, tanto o júri como o público, estão sempre reféns dos produtores, que querem uma estrela pop. Ora, Portugal não tem o mercado dos EUA, nem coisa que se pareça. Basta dar uma olhadela no TOP+ para perceber que não há muito potencial de encaixe, para esta gente, entre os grandes do nosso país.

Os hábitos estão enraizados nos consumidores e os lugares reservados aos músicos feitos à medida (D’ZRTs e companhia) pelas produtoras que não estão dispostas a abdicar da sua mina de ouro. Julgo que o facto de alguns antigos finalistas do programa se terem voltado a candidatar é prova suficiente do que digo. Meninos e meninas, se querem ter uma "bandinha" comecem já a trabalhar. Não é com concursos que lá vão.

O alvoroço provocado pelo novo romance de José Saramago tem preenchido páginas de jornal e causado sensação pelos quatro cantos da nação. A hierarquia católica anda indignadíssima, e os comentadores da praxe dividem-se entre hossanas e vitupérios, todos eles bastante excitados com a polémica.

Façam-me o favor de ler o livro e depois digam se justifica a histeria. Começo a pensar se muita gente não falará só para não estar calada.

PS: O livro nem é bom nem mau, ficando na classificação intermédia de “castiço”.


Crónica publicada no jornal ComUM Online.


sexta-feira, novembro 06, 2009

Efeméride

É absolutamente inacreditável aquilo que acabo de ler no blogue do Tiago Laranjeiro. O editorial do Avante reflecte o Alzheimer que afecta certos quadrantes do PCP. Coisas como "E enquanto o povo soviético resistia heroicamente à invasão nazi - e mais de vinte milhões de homens, mulheres e jovens morriam pela liberdade de toda a humanidade, pela democracia e pela defesa da paz - os EUA e a Inglaterra esperavam para ver quem seria o vencedor… e só entrariam na guerra quando se tornou evidente que o Exército Vermelho estava em condições de, por si só, libertar toda a Europa e esmagar o nazismo" levam a crer que o autor do texto sofre de distúrbios graves, sendo que o primeiro negrito não passará, certamente, de uma piada, e o segundo de uma mentira descarada.

Mas graça (desgraça?) maior vem no seguinte parágrafo:

A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.
Não sei o que os mais de 70 milhões de mortos da ditadura soviética e chinesa diriam sobre este assunto, mas aposto que estão a revirar nas suas valas comuns.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Quarto Aniversário




Um bocado de destruição criativa, para variar.

Jesus Salva



quinta-feira, outubro 29, 2009

Smart?

Algumas ideias interessantes, algumas ideias disparatadas, algumas ideias idiotas. Na Smart List da Wired Magazine há ideias para todos os gostos. Para ler e pensar.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Paranormal Activity

A única "paranormalidade" deste filme: tanta gente dizer que se assustou com ele. O exemplo acabado do "filme-nada" que teve excelente marketing. Um dos maiores cagalhotos cinematográficos que já vi.


PS: Achei pertinente avisar as pessoas para não ir ao cinema.

terça-feira, outubro 27, 2009

Novo Governo

Uma sindicalista no Ministério do Trabalho, uma artista no Ministério da Cultura, e professores universitários q.b. espalhados pelas funções. O Estado ao serviço das corporações.

sábado, outubro 24, 2009

Bom Sinal

Portugal é um país tão evoluído que até se dá ao luxo de colocar ignorantes na Assembleia da República. Um caso a seguir com atenção.